Obrigada

 

Sou grata.
Sou grata de todo meu coração.

Hoje venho tirar o pó porque mais uma vez senti a necessidade de vir escrever para vocês. Não, não vai ser nenhum desabafo sobre dietas ou sobre procrastinação, prometo!  Vim aqui porque meu coração precisa dizer: MUITO OBRIGADO.

Quem sou eu na fila do pão da internet?
Não sou ninguém.
Parafraseando ForFun, sou mais uma em um milhão. Infelizmente, não sou mais uma adolescente, mas continuo fora do padrão. Sou errada. Faço escolhas erradas, falo sem pensar e me cobro demais. Sou toda coração e sempre esqueço que é preciso pensar com a cabeça um pouco. E pensando em todos meus defeitos – que não tenho receio de mostrar – tento entender porque recebo tanto carinho.

Só tenho a agradecer.
Obrigada pelas mensagens maravilhosas que recebo. Todos os dias agradeço à Deus por cada palavra que me enviam, por cada desabafo e cada sinal de confiança que me dão contando um pouco de suas vidas para mim: uma estranha.

Sempre sonhei em poder ajudar as pessoas e ver que minhas palavras, mesmo que jogadas ao vento, ajudam o dia de pelo menos uma pessoa, me faz ter vontade de cada vez mais ser uma pessoa melhor. Quero abraçar o mundo!

Acordo com o desejo de ser melhor, de deixar meu egoísmo de lado – ainda muito presente na minha vida, não nego – e de poder mostrar para as pessoas como é ser fácil ser feliz. E me fazer entender isso. Sonho por um mundo onde todo mundo possa se ajudar e que não haja pessoas em pedestais. Somos todos iguais e estamos aqui para trocar experiências. Qual a graça da vida se não conhecer várias histórias e aprender com elas?

Não sou perfeita e também não quero ser. Nossos defeitos são o que nos impulsionam a querer mudar. Gosto de estar em constante mudança. E vou partilhar elas com vocês. Pezzi Di Ana está de volta. Ele será meu diário, vou compartilhar da minha vida com vocês!

E para finalizar, agradeço mais uma vez por esta energia maravilhosa que recebo, por cada mensagem de apoio em cada tweet que envio em um dia ruim. Nunca se esqueçam: Bem atrai o bem, cada amor que você espalha por aí volta para você com mais intensidade do ele foi enviado.

OBRIGADA!
GRATIDÃO!

11

Anúncios

sem ti

 

 

Toda vez que abro o Word perco totalmente a vontade de escrever, parece que todos meus pensamentos se dispersam e fico olhando para a tela sem saber por que o abri. Perco-me nas contas de quantas vezes tive ótimas ideias e o medo de expressar o que sentia era tão grande transformava minha mente em um grande vazio. Depois de muito pensar entendi o porquê: eu não era com o coração que estava escrevendo e forçar sentimentos é a pior coisa que se pode fazer. Sabe o que é pior ainda? Ter medo de ser quem você realmente é. E eu tenho muito.

Sinto medo da solidão apesar de estar rodeada de bons amigos. Sinto medo do futuro apesar de nem ter chego ainda. Sinto medo de tantas coisas que acabo com medo do meu próprio medo. Não escrevo tão bem quanto queria, mas tenho a consciência limpa de que cada palavrinha que escrevo aqui é com meu coração. Não quero agradar ninguém, não quero escrever coisas bonitas que iludem. Gosto da realidade que doí, mas ensina. Ensina que a vida não é aquele conto de fadas que sonhei durante toda uma infância. E pouco importa meus poucos anos de vida, mas sei que sonharei a vida toda, sonharei como uma criança, porque a graça de ser criança é a doçura de fazer diferentes planos para o grande futuro que se tem pela frente. Mudar. Querer ser médica hoje, engenheira amanhã, mas acabar decidindo pelo balé. Sempre manter um diário. Dormir com os pais.

Mais uma vez – das inúmeras que também não consigo contar – me perdi em pensamentos. É tudo culpa dos sentimentos. É tudo graça aos sentimentos.

112

Original

 

 

Há algo que quero lhes contar. Na verdade são várias coisas, mas vou aos poucos se não o coração de vocês não vai aguentar.

Primeiramente quero pedir desculpas. Desculpa. Eu posto e logo em seguida sumo, mardita mania. Ao decorrer das postagens vocês começarão a entender o porquê eu nunca consigo manter o blog ou qualquer projeto que me disponho a fazer. Hoje especialmente vim explicar porque abandonei o #quemperdemais.

Há cerca de 5 anos fui diagnosticada com TAG – Transtorno de Ansiedade Generalizada – e eu deveria estar tomando meus remédios, mas não estou. Desde que descobri sobre ela me recusei a usar a medicação por diversos motivos. Eu não queria me tornar dependente de remédios para o resto da vida, não queria que minha felicidade dependesse de uma pílula diária. No começo do tratamento pude notar claramente como ela mudava minha personalidade, de uma pessoa animada e agitada, me tornava retraída e sempre permanecia calada. No começo foi bom experimentar um pouco desta Ana quieta, mas com o tempo percebi que aquela não era eu. Eu era agitada, inquieta, falava pelos cotovelos e não queria deixar minha essência de lado. Foi quando parei pela primeira vez.

As crises foram aumentando. Pedi para voltar ao psiquiatra, peguei uma nova receita e lá estava eu com caixas e mais caixas de anti depressivos e ansiolíticos. Me incomodei de novo. Eu conseguia me curar sozinha, eu seria forte o suficiente para engolir toda aquela angustia sozinha. E consegui…por três anos.

Ano passado tive a meu primeiro ataque de pânico. Foi horrível, nunca irei esquecer daquela sensação. Onde aquela garota forte havia se metido? Desde então meu grau de ansiedade só vem crescido e junto a ela vários medos, angústias e tristezas. Mas isto não é assunto para hoje, ok? O problema é que com o aumento do nível da minha TAG, meu corpo precisava canalizar aquelas emoções para algum lugar. Adivinha qual caminho ele escolheu? Sim, a comida. Chega a ser absurdo a quantidade de calorias que ingiro durante uma só refeição, vocês iriam se assustar. Comida se tornou minha porta para a felicidade instantânea. Comida se tornou meu porto seguro – por mais ridículo que isto soe, é a mais pura verdade. Entretanto, minha alimentação não é absolutamente nada saudável, chego a tomar quase um litro de Coca-Cola por dia.

Eu não tenho o corpo das fotos que posto no Instagram, elas são de meses atrás, quando a ansiedade me tirava a fome, não de agora onde ela me tornou um poço sem fundo. Não tenho aquele corpo. Tenho barriga, culote e coxas grossas que não passam nas calças jeans que nunca usei. Odeio usar jeans, eles me deixam maior. Uso saia e camisetões para desfaçar e não decepcionar vocês. É verdade. Vocês esperam tanto de mim, elogiam tanto, se inspiram tanto que quando me vejo no espelho antes do banho tenho vergonha de não só decepcionar a mim, mas a vocês também.

Esta é a verdade. Estou me escondendo. Não quero que vocês vejam a verdadeira Ana. Tenho medo. Medo de continuar vivendo algo que não quero por comodismo. Quero inspirar, ter uma vida saudável e passar conteúdo de verdade. E é por isso que não só o PezziDiAna, mas o #quemperdemais também está de volta.

112

e se

 

 

Repulsa pelo reflexo e um desejo sem fim por uma cirurgia plástica. Uma que pudesse corrigir todas as cicatrizes que carrego durante todos estes anos fugindo do espelho. Uma que além de sugar a gordura, levasse consigo toda a tristeza pela insatisfação com meu corpo. Tenho uma admiração profunda por todos aqueles que conseguem se sentir confortáveis em seus próprios corpos.

Uso roupas largas porque tenho vergonha do que há por baixo. Muitos dizem que sou magra. Muitos dizem que dei “uma engordadinha, né?”. Outros me idealizam como alguém confiante, mas eu não sou. Quando saio sem maquiagem, escondo-me de conhecidos nos corredores da faculdade. Quando como demais, não saio de casa. Sinto vergonha de quem sou e de como deixo que tudo isso controle minha vida. Não tiro a roupa quando estou de estômago cheio. Toda vez que como eu me arrependo. Toda vez.

Ao contrário de muitos, não culpo os antigos colegas de classe que um dia me chamaram de gorda. Também não culpo a sociedade pelos padrões impostos. Não culpo as revistas, a publicidade e muito menos minha mãe que durante muitos anos me pressionou para perder peso. A única culpada sou eu. Eu não consigo me desvencilhar desta maldita doença. Eu tenho a necessidade de ser perfeita o tempo inteiro. As selfies não são para provas para os outros como sou bonita, mas provar para mim mesma que posso sim ser bonita… mesmo que seja em apenas um ângulo.

Sou covarde. Tenho medo de ser quem eu realmente sou, medo de descobrir a verdade e de o amor próprio ser um caminho sem volta. E se eu começo a me amar? E se eu começo a gostar das minhas pernas grossas, do meu rosto redondo e até mesmo das minhas olheiras. Já pensou se eu começo a aceitar a flacidez dos meus braços e finalmente perco a vergonha de usar regata? Não. Eu odeio usar regatas justas, calças jeans e nada sou sem uma roupa que esconda meu quadril.

Não há problema nenhum em mudar. Não há problema nenhum em querer ser magra, gorda, loira, morena e até mesmo ter o cabelo com as cores do arco-iris. Não há problema nenhum em ser o que você sonha em ser. Seja você. Seja a melhor versão de você que consegue imaginar, aquela que sempre idealiza antes de dormir, a mais utópica. Vergonha e ter medo de mudar porque não quer se encaixar nos padrões. E se sair do padrão for entrar nele?

 

Este é um desabafo. Pode ser que o texto acabe não fazendo muito sentido, mas gostaria de compartilhar um pouquinho do que estou sentindo neste momento.

112

 

quem

 

 

Quem não tem aquele amigo que sempre faz questão de chegar e te dizer: “Nossa, você ganhou uns quilinhos, não é mesmo?” Pois este amigo é o Gustavo de Paiva. O Paiva é diretor de criação da Looks Creative Studio, ama cerveja e hambúrguer, e assim como eu também luta contra as indesejadas gordurinhas. E foi assim que o QUEM PERDE MAIS começou.

Vale uma vaga de estágio na Looks. Ele me desafiou, eu aceitei. Durante 30 dias competiremos para ver quem perde a maior porcentagem de gordura corporal. No final do mês iremos ver quem ganhou.

PORÉM, nada nesta vida é fácil, não é mesmo?
Além do desafio fitness, passarei por outros desafios para me mostrar apta pela vaga. Alguém aí acha que eu vou sofrer? Eu tenho certeza.

Estava confiante até tirarmos nossas medidas e eu me deparar com isto:

ANA                                                  GUSTAVO
Altura: 1,80                                      Altura: 1,83
Peso: 63.5                                         Peso: 86.6
Gordura Corporal: 28%                Gordura Corporal: 10%

Gustavo tem um percentual de gordura extremamente mais baixo do que o meu, assim ele terá mais dificuldades para baixá-lo. Quanto menor o número, maior a dificuldade. Yeah! Uma vantagem para #TeamAna

Para nos ajudar a manter firmes aos exercícios e dieta, criamos o Instagram @quemperdemais, onde postaremos toda nossa alimentação e série de exercícios. Sigam lá!

Eaí, vocês são #TeamAna ou #TeamPaiva?

112

nao volto

 

– Porque você me olha assim?

– Porque estou cansado de te ver e não poder te beijar. – Seus olhos fitavam os meus de uma maneira tão forte que não aguentei e desviei o olhar. Ele cheirava a desodorante, cerveja e suor.

Seus braços entrelaçaram minha cintura, meu corpo colou-se ao dele senti seus lábios beijarem meu pescoço. Fechei os olhos e deixei que o sentimento me levasse. Com as mãos espalmadas ele percorria minhas costas, explorando cada canto do meu corpo com tanta ânsia que me senti arrepiar. Quando seus lábios finalmente encontraram os meus, senti uma descarga de energia percorrer do meu corpo para o dele e imediatamente nosso ritmo desacelerou-se. As mãos que antes exploravam minhas curvas, agora estavam entre os meus cabelos.

O beijo que antes era apressado, havia se tornado calmo e cheio de detalhes. Abri os olhos e sorri. Entrelacei meus dedos em seu cabelo e o puxei para perto de mim, com sua boca a centímetros da minha, ameacei um beijo. Antes de fechar os olhos novamente, consegui ver a malícia em seu sorriso e descobri ali que naquela noite eu não iria dormir em casa.

112

e não tive

Vem cá, senta do meu lado.

Não sei por onde começar.

Há tanto dentro de mim que transbordo sentimentos que deveriam manter-se quietos. Tenho em meu coração dores e mágoas de alguém que vem colecionando fracassos. Alguns deles são apenas esbarrões. Outros são marcas que permanecem em mim mesmo depois de cicatrizadas.

Sabe, queria saber lidar com o que sinto.

Existem milhares de sentimentos aqui dentro que não servem para nada além de me causar dor. São aquelas lembranças as quais insistem em nos acompanhar ao decorrer da vida, memórias de fracassos e desistências. Um beijo negado, um abraçado apertado e um perfume que jamais será esquecido. Se fecho os olhos sinto o toque da sua mão em minha pele, sinto o vento quente vindo da janela e as buzinas de carro ao fundo. Consigo ver perfeitamente sua feição orgulhosa por ter conseguido me beijar. E lembro-me muito bem do suor que escorriam em minhas mãos. Você era tudo que eu queria naquele verão.

Você era o motivo do meu vestido florido, do meu batom vermelho e do sorriso estampado em minha cara. Qualquer um podia ver que você era quem eu queria. E quem não tive.

112