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texto encontrado em um caderno qualquer

Eu poderia escrever sobre nossos longos beijos. Descrever como sinto cada parte minha estremecer. A vida dá destas, não é? Coloca em nossas vidas, quando a  gente menos espera, alguém para bagunçar. Daí bagunça o que a gente já não aguentava mais tão arrumadinho. Agita aquele coração que já não aguentava bater no mesmo ritmo.

Eu poderia escrever sobre o que seus olhos dizem. E em como eles te entregam. Eles dizem sobre bem mais do que você mesmo sabe. Eles dizem tanto que você não precisa pronunciar uma palavra.

Eu poderia escrever sobre as nossas longas despedidas. Sobre os beijos que poderiam durar um dia todo. Sobre minha memória armazenando seu perfume. Suas mãos que convencem meu corpo a ficar um pouco mais. Sobre nosso silêncio e como ele não incomoda. E como ele significa tão além do que qualquer palavra que poderia ser dita.

Esse texto é pra você. E ele é sobre sobre como eu por mais que tente, não consigo decifrar o que há entre nossos beijos e toques. Tudo se torna confuso e quando me vejo já estou perdida em meio à várias questões que eu sei que só o tempo irá me dizer.

Viva comigo. Não te peço nada além de uma aventura. Ainda virão mais textos.

Talvez um agora.
Talvez não.

Seja de hoje ou de outra vida,
vamos viver?

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e se

 

 

Repulsa pelo reflexo e um desejo sem fim por uma cirurgia plástica. Uma que pudesse corrigir todas as cicatrizes que carrego durante todos estes anos fugindo do espelho. Uma que além de sugar a gordura, levasse consigo toda a tristeza pela insatisfação com meu corpo. Tenho uma admiração profunda por todos aqueles que conseguem se sentir confortáveis em seus próprios corpos.

Uso roupas largas porque tenho vergonha do que há por baixo. Muitos dizem que sou magra. Muitos dizem que dei “uma engordadinha, né?”. Outros me idealizam como alguém confiante, mas eu não sou. Quando saio sem maquiagem, escondo-me de conhecidos nos corredores da faculdade. Quando como demais, não saio de casa. Sinto vergonha de quem sou e de como deixo que tudo isso controle minha vida. Não tiro a roupa quando estou de estômago cheio. Toda vez que como eu me arrependo. Toda vez.

Ao contrário de muitos, não culpo os antigos colegas de classe que um dia me chamaram de gorda. Também não culpo a sociedade pelos padrões impostos. Não culpo as revistas, a publicidade e muito menos minha mãe que durante muitos anos me pressionou para perder peso. A única culpada sou eu. Eu não consigo me desvencilhar desta maldita doença. Eu tenho a necessidade de ser perfeita o tempo inteiro. As selfies não são para provas para os outros como sou bonita, mas provar para mim mesma que posso sim ser bonita… mesmo que seja em apenas um ângulo.

Sou covarde. Tenho medo de ser quem eu realmente sou, medo de descobrir a verdade e de o amor próprio ser um caminho sem volta. E se eu começo a me amar? E se eu começo a gostar das minhas pernas grossas, do meu rosto redondo e até mesmo das minhas olheiras. Já pensou se eu começo a aceitar a flacidez dos meus braços e finalmente perco a vergonha de usar regata? Não. Eu odeio usar regatas justas, calças jeans e nada sou sem uma roupa que esconda meu quadril.

Não há problema nenhum em mudar. Não há problema nenhum em querer ser magra, gorda, loira, morena e até mesmo ter o cabelo com as cores do arco-iris. Não há problema nenhum em ser o que você sonha em ser. Seja você. Seja a melhor versão de você que consegue imaginar, aquela que sempre idealiza antes de dormir, a mais utópica. Vergonha e ter medo de mudar porque não quer se encaixar nos padrões. E se sair do padrão for entrar nele?

 

Este é um desabafo. Pode ser que o texto acabe não fazendo muito sentido, mas gostaria de compartilhar um pouquinho do que estou sentindo neste momento.

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quem

 

 

Quem não tem aquele amigo que sempre faz questão de chegar e te dizer: “Nossa, você ganhou uns quilinhos, não é mesmo?” Pois este amigo é o Gustavo de Paiva. O Paiva é diretor de criação da Looks Creative Studio, ama cerveja e hambúrguer, e assim como eu também luta contra as indesejadas gordurinhas. E foi assim que o QUEM PERDE MAIS começou.

Vale uma vaga de estágio na Looks. Ele me desafiou, eu aceitei. Durante 30 dias competiremos para ver quem perde a maior porcentagem de gordura corporal. No final do mês iremos ver quem ganhou.

PORÉM, nada nesta vida é fácil, não é mesmo?
Além do desafio fitness, passarei por outros desafios para me mostrar apta pela vaga. Alguém aí acha que eu vou sofrer? Eu tenho certeza.

Estava confiante até tirarmos nossas medidas e eu me deparar com isto:

ANA                                                  GUSTAVO
Altura: 1,80                                      Altura: 1,83
Peso: 63.5                                         Peso: 86.6
Gordura Corporal: 28%                Gordura Corporal: 10%

Gustavo tem um percentual de gordura extremamente mais baixo do que o meu, assim ele terá mais dificuldades para baixá-lo. Quanto menor o número, maior a dificuldade. Yeah! Uma vantagem para #TeamAna

Para nos ajudar a manter firmes aos exercícios e dieta, criamos o Instagram @quemperdemais, onde postaremos toda nossa alimentação e série de exercícios. Sigam lá!

Eaí, vocês são #TeamAna ou #TeamPaiva?

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