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Quero parar de escrever sobre você. Chega. Já deu.

Não consigo. Meus pensamentos se tornam seus quando ouço a palavra cafajeste. Se tornam seus também quando ouço sua voz ao longe conversando com alguém. E principalmente quando meu corpo precisa de alguém para saciar minha sede de um encontro às escuras. Fecho os olhos e consigo sentir sua respiração em minha nuca, sua barba para fazer em meu pescoço e as suas mentiras entrando em meus ouvidos. E só desta vez irei acreditar nelas. Desta vez seremos somente eu e você no meio da imensidão deste estacionamento escuro. Somente minhas mãos deslizando pelas suas costas até encontrar “acidentalmente” com suas já suadas de tanto percorrer meu corpo.

Minha respiração anseia por uma pausa, meu corpo quer cada vez mais e meu coração pede desesperadamente que eu corra para longe dali. Será a última noite em que eu irei me entregar ao seu sorriso, última vez, prometo.

Suas mãos envolvem minha cintura, puxam seu corpo para perto do meu e sinto mais uma vez suas mentiras controlando minha mente. Seus lábios tocam os meus e esqueço como me chamo, meu endereço e quem são meus pais. Esqueço quem você é por um instante e concluo, enquanto estamos a sós, que não seria tão ruim assim ter você do lado esquerdo da minha cama ao acordar.

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